Enrijecido na palma da mão do mundo solitário
O cigarro é o companheiro prioritário
Pensamentos inundados do fumo tóxico, não pensam nada que solidão
No silêncio amargo, o coração no fingido sossego, lacrimeja por inquietações confusas
Cigarro atrás do cigarro, traz cigarro numa corrida de partir rebentos no meio do glaciar
É como se pusesse língua numa marmita fria em incursa madrugada de inverno.
Os rebentos dos meus calmantes varrem o chão nauseabundo, sujo de meus amantes
Luto comigo mesmo
Cada levante sou colocado na velha cadeira ciumenta para que não ande
Reserva à ela todo desgaste
Paralítico, vou vendo o filme de cotonetes em tudo emporcados,
De cartuchos dos meus cigarros na guerrilha
De baldes, roupas esfarrapadas sorvendo êxtase de excrementos
E daí me despeço
Com olhos gulosos em ver,
saciados de mórbidos sentimentos de viver...
por: Adam Lim; in "Almanaque"
"A única maneira de teres sensações novas é construires-te uma alma nova... e o único modo de haver coisas novas, de sentir coisas novas é haver novidade no senti-las." Fernando Pessoa; in Livro do Desassossego.
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013
VAGABUNDEANDO SOLITÁRIO
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