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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

VAGABUNDEANDO SOLITÁRIO


  1. Enrijecido na palma da mão do mundo solitário
    O cigarro é o companheiro prioritário
    Pensamentos inundados do fumo tóxico, não pensam nada que solidão
    No silêncio amargo, o coração no fingido sossego, lacrimeja por inquietações confusas
    Cigarro atrás do cigarro, traz cigarro numa corrida de partir rebentos no meio do glaciar
    É como se pusesse língua numa marmita fria em incursa madrugada de inverno.
    Os rebentos dos meus calmantes varrem o chão nauseabundo, sujo de meus amantes
    Luto comigo mesmo
    Cada levante sou colocado na velha cadeira ciumenta para que não ande
    Reserva à ela todo desgaste
    Paralítico, vou vendo o filme de cotonetes em tudo emporcados,
    De cartuchos dos meus cigarros na guerrilha
    De baldes, roupas esfarrapadas sorvendo êxtase de excrementos
    E daí me despeço
    Com olhos gulosos em ver,
    saciados de mórbidos sentimentos de viver...


    por: Adam Lim; in "Almanaque"

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