Gargalhadas
rasgam o tímpano
Estilhaçam
pulmões
É
a balbúrdia ao infinito, na voz não estou sozinho
São
morcego sem reunião, compartilhando o sumo dos berros
Em cada lado, há gente
chupando qualquer coisa
Porque coisa para
chupar aqui não falta
O
que não agrada não tem vista
Tudo
está cativado na perfeita perfeição
Fora
disso, chora tudo na cara da poluição
O pagão veste o facto
sagrado, as brasas esvaem o medo plácido
Crê-se no que se vive,
as preces são entregues à simulacros
Chove multidão de gente
em conjunta adoração
Evapora a lucidez
insignificante
Pouco ou nada se sabe
onde está a razão
Missão sem nenhuma
missão, é só para cumprir com a ocasião
Adam Lima, In Almanaque
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