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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CORES, AMORES E DISSABORES


Cores vivas um pouco enegrecidas de luto vermelho, amam o amarelado de alfa crepuscular e faz bem por aqui pousar, ómega agride a minha natureza de ser diante da miniatura que já é grânulo com lanças afiadas com pontas prontas para me dizimar todo como lâminas das espadas dos espartanos, dado que sou tão pequeno grosso para tudo. Vive ou existe ou sei lá a pobre vileza da minha alma-figura? Ninguém sabe, aproveitando-me da ignorância. Deambulo invisivelmente nas arestas do destaque em volta da esclera, aqui disto-me de tudo isto: preto, amarelo, vermelho, verde, azul e me resto no branco enquanto meu céu não nublar, oh, minha cor, não estaque meu coração em relampejo, deixa-o surtir-lhe as gotas que carbonizam os motores e põe a vida em avanço submetido à pressão, faz desta uma modesta deprimida, esfuma, espuma meu coração enfileira no “combustão queima-roupa” à semelhança da reacção do alcatrão mais pneu e mais jante, meu coração férreo, meus amores não o tranquem de aço, façam-lhe grandes grades para sempre ver a quem pode sangrar e dar a sua cor, cores tem as bolsas do meu coração enfatizado, em corrida mediante pulsação anormal, tem uma velocidade que parte o velocímetro e aos bocados vão-se abrindo estradas nos cabelos da relva enraivecida. Ancas embaciadas, bravo branco sufoca-me agressivamente nas bacias das suas ancas sobrecarregadas que com mamilos serve-se-me de sorvo, eu já grosso, me fogem munições ensalivadas, quero pará-lo, oportuna-me ser e fazer mais do que eu faço, mesmo sem ser e muito menos estar capacitado e ser capaz, mesmo com um visual onomástico que se faz de nome tão já velho na jovialidade como farol pluricromático mal montado balouçado nas extremidades das seus alicerces.  



                                                      
                                           Adam Lima, In Almanaque


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