Cores
vivas um pouco enegrecidas de luto vermelho, amam o amarelado de alfa
crepuscular e faz bem por aqui pousar, ómega agride a minha natureza de ser
diante da miniatura que já é grânulo com lanças afiadas com pontas prontas para
me dizimar todo como lâminas das espadas dos espartanos, dado que sou tão
pequeno grosso para tudo. Vive ou existe ou sei lá a pobre vileza da minha
alma-figura? Ninguém sabe, aproveitando-me da ignorância. Deambulo invisivelmente
nas arestas do destaque em volta da esclera, aqui disto-me de tudo isto: preto,
amarelo, vermelho, verde, azul e me resto no branco enquanto meu céu não
nublar, oh, minha cor, não estaque meu coração em relampejo, deixa-o surtir-lhe
as gotas que carbonizam os motores e põe a vida em avanço submetido à pressão, faz
desta uma modesta deprimida, esfuma, espuma meu coração enfileira no “combustão
queima-roupa” à semelhança da reacção do alcatrão mais pneu e mais jante, meu coração
férreo, meus amores não o tranquem de aço, façam-lhe grandes grades para sempre
ver a quem pode sangrar e dar a sua cor, cores tem as bolsas do meu coração
enfatizado, em corrida mediante pulsação anormal, tem uma velocidade que parte
o velocímetro e aos bocados vão-se abrindo estradas nos cabelos da relva
enraivecida. Ancas embaciadas, bravo branco sufoca-me agressivamente nas bacias
das suas ancas sobrecarregadas que com mamilos serve-se-me de sorvo, eu já
grosso, me fogem munições ensalivadas, quero pará-lo, oportuna-me ser e fazer mais
do que eu faço, mesmo sem ser e muito menos estar capacitado e ser capaz, mesmo
com um visual onomástico que se faz de nome tão já velho na jovialidade como
farol pluricromático mal montado balouçado nas extremidades das seus alicerces.
Sem comentários:
Enviar um comentário